Ainda é preciso ter um site se um negócio já vive das redes sociais?

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Olá a todos, é uma dúvida que vemos cada vez mais entre pequenos negócios: se eu vendo bem pelo Instagram ou TikTok, para que quero um site? Nossa posição é clara: as redes são aluguel e o site é propriedade. Se amanhã uma conta cai ou o algoritmo muda, quem depende só das redes fica sem nada. Mas entendemos que, para muitos pequenos negócios, o site é visto como um gasto que não converte.

O que vocês dizem aos clientes que já faturam só pelas redes? Já viram casos de gente que se arrependeu de não ter um site próprio? Ou acham que em alguns setores o site realmente já sobra? Obrigado pela contribuição.
 
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1. O que eu digo aos clientes que já faturam só pelas redes? Faço com que entendam que as redes servem para captar e o site para construir. Aqui na Bolívia esse fenômeno é muito comum: como fecham tudo pelo WhatsApp e Instagram, veem o site como um gasto desnecessário. O que eu proponho não é abandonar as redes, mas usar esse tráfego para criar um ativo próprio (com base de dados de clientes) que ninguém possa tirar deles de um dia para o outro.

2. Casos de gente arrependida? Sim, vários. O caso mais clássico é o do negócio que, do nada, teve a conta do Instagram com milhares de seguidores derrubada ou hackeada e ficou zerado de uma hora para outra, sem ter como avisar seus clientes. Também vi vários casos em que uma mudança de algoritmo reduziu o alcance em 70% e as vendas despencaram. É aí que finalmente entendem que não tinham um negócio, tinham uma conta emprestada.

3. Em algum setor o site sobra? Talvez em negócios de venda muito informal, de nicho hiperlocal ou serviços imediatos, onde tudo se resolve com uma ligação ou um chat rápido. Mas se o negócio quer escalar, automatizar processos, transmitir seriedade ou vender em nível corporativo/B2B, o site nunca sobra; pelo contrário, ele dá uma solidez que uma rede social jamais vai dar.
 
@CardexXx+ obrigado por contar. Essa de "uma conta emprestada" resume muito bem, e ficamos com sua ideia de usar o tráfego das redes para construir um ativo próprio com base de dados de clientes.
Uma dúvida prática: quando o cliente vê o site como um gasto, o que você propõe como mínimo para que ele o veja como investimento? Uma página simples com WhatsApp e formulário para coletar contatos, ou algo mais completo? E como você mostra depois que ele serve (contatos, reservas) para que ele não volte a vê-lo como gasto?
 
Eu vivo das redes (publico um Short por dia) e te digo: as redes são terreno alugado, o site é a sua casa. O algoritmo muda, banem uma conta sua e acabou o negócio. O mínimo que eu ofereceria a esse cliente: uma página simples com quem você é, o que vende e um botão de WhatsApp. Não precisa ser uma obra de arte, precisa existir para quando alguém te procurar no Google. E o domínio próprio passa mais confiança do que só um perfil no Instagram.
 
O senhor mesmo disse "pequenos negócios" Eu avaliaria até onde quero chegar com meu negócio, por menor que seja; a meta de todo empresário ou comerciante é escalar até onde der. As redes sociais ajudam muito, mas construir uma marca, um site, passa mais confiança e seriedade aos futuros clientes, ATENÇÃO, desde que o empresário esteja disposto a escalar.

No Peru muita gente aposta mais nas redes sociais, mas também vejo pequenos negócios apostando em um site porque, na mentalidade deles, é criar uma marca sólida no mercado; no Peru há lanchonetes de sanduíches que têm site e vendem mais por ele do que pelas redes sociais.

Vi que as redes sociais de algumas lanchonetes de sanduíches estão abandonadas, uma publicação por mês; já com as cevicherias de balcão acontece o contrário: os clientes chegam porque viram um vídeo no TikTok ou em outra plataforma.

Acho que também depende do ramo do negócio.
 
@is617v obrigado pela imagem de «terreno alugado versus casa própria» e pelo mínimo concreto: quem você é, o que vende, um botão de WhatsApp e domínio próprio. @exploits bom ponto: depende do ramo e de quanto o dono quer escalar, e o exemplo do Peru, com lanchonetes de sanduíches que vendem mais com site e cevicherias que vivem do vídeo no TikTok, deixa isso claro.
Que sinal mostra a vocês que um negócio já precisa passar dessa página simples para um site com mais conteúdo: que peçam reservas, que queira aparecer no Google pelos seus serviços, que já receba muito tráfego das redes?
 
Boa pergunta. Para mim o sinal claro é quando o negócio começa a perder clientes pelo que a página simples não resolve: pedem para reservar e não há onde, procuram você no Google pelo serviço e você não aparece, ou escrevem sempre a mesma coisa pelo WhatsApp e você já não dá conta. Aí já não é luxo, é necessidade: a página simples ficou pequena para você. Enquanto ela resolver contato e confiança, não precisa de mais.
 
Obrigatoriamente sim, um site é algo tão básico e necessário quanto ter um e-mail. Motivos não faltam, mas o principal é que, uma vez indexado o seu domínio, mesmo sem posicionamento, se você já é relevante no seu setor / nicho pode conseguir menções/citações da IA ampliando mais a sua descoberta, além de fidelizar / respaldar a sua comunidade caso em algum momento banam a sua conta, te deem um shadowban ou simplesmente o algoritmo te afunde porque sim
 
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